É espantoso como gostamos de um atraso nestas paragens cheia de calor, sol e mar. Delmiro Gouveia, o pioneiro industrial do nordeste, até achava que tanto calor, sol e mar justificava a cultura modorenta dos que viviam na costa tépida dos trópicos.
O fato é que, em pleno século XXI, o Brasil ainda está politicamente organizado como no tempo do lampião de gás e do telefone de manivela.
O que as novas gerações digitais do Brasil podem fazer é reorganizar o país segundo as tecnologias contemporâneas, dando um salto de duzentos anos em um curto espaço de dois a três anos.
Certamente, a tarefa mais importante é mobilizar a sociedade. Falando francamente, sem a sociedade engajada, não tem jogo.
Felizmente, engajando as novas gerações e dando a elas a oportunidade de fazerem o Brasil se tornar a primeira nação verdadeiramente digital do planeta, a resposta será entusiástica.
O jovens estarão à altura do desafio. As mobilizações de rua provam isto. As experiências bem sucedidas, como o “Campus Party” e outros eventos ligados às novas tecnologias digitais mostram que se pode esperar uma adesão entusiástica das novas gerações. Assim que entenderem o chamamento da história, não há duvida de que serão tomadas de entusiasmo e de fervor patriótico.
Depois de anos vendo o país se afundar no charco dos velhos conchavos políticos e tendo renovadas suas esperanças, milhares irão para às ruas. Mas agora não mais para protestar e sim para celebrar esperanças e apoiar o caminho da saída digital.
Parar dizerem “presente” e, mais do que isto, aderirem ao grande mutirão nacional pela digitalização. As novas gerações sabem que podem. Sabem como, e estão ansiosas por fazer.
Pergunte a qualquer jovem de celular na mão se ele está disposto a ajudar arrumar o Brasil de uma vez por todas. O sim virá unânime. Os jovens não temem abraçar o futuro.
Portanto, vale repetir que o Brasil tem jeito e o jeito é digital.
Ceska – O digitaleiro