O MARKETING CELEBRA A DEMOCRACIA

No LIVRE MERCADO

Mikhail Gorbachev, o último presidente da União Soviética antes do colapso do sistema comunista, dizia que o Mercado não era uma invenção do Capitalismo.  Ele já existia por séculos. Ele era uma invenção da civilização.

Mr. Gorbachev tinha razão.  O Mercado foi, de fato, uma invenção da civilização.  O que a democracia inventou foi o Marketing.

E foi o Marketing que já nasceu incorporando o DNA da democracia, ou seja, a diversidade e a liberdade de escolha.

O Marketing é o mecanismo utilizado no mundo livre para fazer a interface entre o sistema produtivo e o consumidor de modo que possamos desfrutar o privilégio da escolha que é nosso apanágio no Livre Mercado.

Para nós, que vivemos na civilização ocidental, a liberdade de escolha é tão natural como o ar que respiramos.

Nem concebemos as restrições de uma ditadura comunista, posto que, para nós, viver é escolher.

É por isto que o Mercado e a Democracia andam de mãos dadas.

Tanto a democracia como o Marketing prezam a variedade e a abundância de escolhas e entendem que o mundo será tão melhor quanto mais escolhas tivermos ao nosso alcance e quanto mais variadas forem as escolhas que pudermos fazer.

E sendo o Marketing uma generosa plataforma de escolhas, a nós cabe celebrar o Marketing e, igualmente, prezar a Democracia, porque sem Democracia as escolhas cessam e o Marketing fenece.

O fato é que, sem democracia o Marketing não existe.

  • O Marketing é o Sistema Operacional do Mercado

Mas o que faz o Marketing ser uma instituição tão especial?

Para explicar fazendo uma comparação simples, o Marketing se constitui no Sistema Operacional do Mercado.

Nos países democráticos e de livre mercado, a exemplo dos Estados Unidos, dos países da Europa e do Primeiro Mundo, e mesmo de países como o Brasil, que aspiram chegar ao primeiro mundo, o Marketing faz a mediação entre o Mercado e o Sistema Produtivo.

Nas democracias o Marketing coloca o consumidor no centro do Mercado.  E ali o consumidor e sua variante econômica, o “homo emptor”, o homem que compra, participa da permanente metamorfose que enseja ao nosso esplêndido planeta azul viver em seu continuado círculo virtuoso.

Em outras palavras, nossa civilização é uma obra inacabada, sempre em mutação, e que evolui e se transforma a cada nova geração que chega e assume a história.

Para nossa geração, para nós, que vivemos nesse século XXI e herdamos ensinamentos milenares de culturas que nos antecederam no caminho civilizatório, a democracia nos dá asas, o mercado nos dá as opções e o marketing nos dá os olhos e ouvidos para fazermos nossas melhores escolhas.

  • Um Extraterrestre conhecendo o Mercado do Planeta Terra

Um ET que chegasse hoje ao nosso planeta e pousasse seu disco voador em Nova York,  Tóquio,   Paris,  Singapura ou  São Paulo  iria ser tomado de assombro  e iria se perguntar  como teria sido possível criar cidades tão extraordinárias, populosas, movimentadas, exuberantes e coloridas  e como a espécie humana se organizou  para atender às necessidades e desejos  de toda aquela massa de gente que habita o orbe terrestre. Uma população de oito bilhões de pessoas composta por seres tão singulares e tão diversificados da espécie humana.

O que nosso visitante Extraterrestre iria descobrir é que a humanidade desenvolveu um engenhoso sistema de produção e distribuição de produtos e serviços que nós, terráqueos, chamamos de MERCADO.

E, além disso, ficaria sabendo que existem dois tipos básicos de MERCADO no planeta:  o chamado LIVRE MERCADO, um sistema descentralizado de organizar a oferta e a procura, mediado pelo Marketing, e o MERCADO DIRIGIDO, uma versão com comando centralizado sob chefia de burocratas do governo.

Veria, além disso, que os países mais ricos e prósperos do planeta são exatamente aqueles que adotam o LIVRE MERCADO e permitem ao Marketing agregar valor em todo o seu conjunto de especialidades. Desde na pesquisa de preferencia dos consumidores, na inovação de produtos, na precificação dinâmica de produtos e serviços identificando os melhores pontos de venda físicos e online, para divulgar e produtos e serviços,  para pesquisar a satisfação dos consumidores e  de outras mil e uma maneiras que promovam o bom funcionamento de todo o organismo do Mercado.

E então, em mais uma surpresa, nosso ET iria perceber que, nos países democráticos, o LIVRE MERCADO se constitui em uma fonte de paz e harmonia social.

Ao ensejar a competição entre produtores e consumidores com regras claras e igualdade, cria emulação e fomenta o progresso.

Nos países de Livre Mercado zilhões de unidades fabris produzem infinita variedade de mercadorias que viajam por terra, mar e ar e abarrotam de ofertas uma cornucópia dos mais maravilhosos produtos e serviços jamais sonhados pelas gerações humanas do passado.

E se o nosso ET, movido pela curiosidade, aprofundasse ainda mais sua observação veria que a negociação entre as partes se dá com a lógica da concorrência.  Os preços oscilam em função das quantidades de oferta e da procura e, para seu espanto, descobriria que, no LIVRE MERCADO, existe mesmo uma “mão invisível”, aquela tal “mão invisível” a que se referiu o criador do capitalismo, Adam Smith, quando escreveu que a riqueza das nações resultava da atuação de indivíduos que, movidos pelo seu próprio interesse, promoviam o crescimento econômico e a inovação tecnológica.  Afinal, como ele escreveu, “não é da benevolência do padeiro, do açougueiro ou do cervejeiro que eu espero que saia o meu jantar, mas sim do empenho deles em obter ganhos e promover seu “auto interesse”.

Já, do lado socialista, iria se deparar com o MERCADO em seu formato mais rudimentar, sem o Marketing e sem seus acessórios democráticos.

 Veria um aglomerado atabalhoado de fábricas e armazéns disfuncionais, fabricando mercadorias de duvidosa qualidade e as distribuindo precariamente em lojas do governo, escuras e malcuidadas, mediante quotas e cartões de racionamento.  Tudo mal gerido por burocratas do governo, sem a liberdade da democracia e sem a inspiração do Marketing.

E constataria a abissal diferença entre os dois sistemas:  do lado da democracia a exuberância de uma autêntica orquestra de progresso emanando a música da prosperidade, enquanto, do lado socialista, tudo o que ouviria seria o som penoso de um apito monocórdio, desolador e lôbrego, marcando o passo da pobreza sem esperança.

Então nosso ET, ao voltar ao seu Planeta distante, levaria a conclusão de que a humanidade da Terra conhecia dois tipos diferentes de Mercado, cada um com seus respectivos sistemas políticos, sociais e econômicos:  de um lado, no concerto das nações avançadas, uma civilização com a rica exuberância de uma orquestra, de outro, entre as nações comunistas e de socialismo marxista, precárias coletividades humanas cujo ritmo é ditado pela inglória penúria de um apito.

Em suma, de um lado uma orquestra, de outro um apito!

  • O Grande paradoxo do Marketing Inteligente que encanta todos e conhece cada um

Mas o Marketing anda de mãos dadas com a democracia porque o marketing é um sistema de livre escolha semelhante ao sistema democrático.

Veja, no sistema democrático o eleitor faz a escolha do candidato de sua preferência por meio do voto na urna.

Da mesma forma, no espaço do Marketing, o consumidor faz a escolha do produto de sua preferência indo a um supermercado, a uma loja ou acessando um marketplace online e ali realiza a sua compra.

Agora, o grande paradoxo do Livre Mercado e, certamente, uma das suas mais surpreendentes qualidades, é que este leviatã moderno,  cujos tentáculos alcançam o planeta inteiro e que cumpre a função de atender uma população mundial estimada em mais de 8 bilhões de pessoas,  se revela capaz de dar atenção a cada um de seus bilhões de clientes e consumidores e se mostra capaz de atender as necessidades e desejos individuais de todos,  sendo que cada um deles é diferente dos outros e cada um tem suas crenças, seus valores, seus hábitos e suas preferências.

À giza de analogia, certa feita Henry Ford, o grande industrial fundador da empresa que leva seu nome e inventor da linha de montagem, frustrado pela dificuldade em conseguir que seus operários pensassem todos da mesma maneira, acabou por desabafar:  o problema é que, cada vez que eu preciso de um par de braços, vem uma cabeça junto.

A mesma coisa poderiam dizer os políticos, afirmado que cada vez que precisam de um eleitor, vem uma cabeça junto.

E não seria diferente para os profissionais de marketing que, também, poderiam resmungar reclamando que, cada vez que precisam de um consumidor, vem uma cabeça junto.

Sucede que o triunfo da civilização que conhecemos e a razão de seu extraordinário sucesso advém, em grande medida, desta colossal orquestração de cabeças que compõem a cultura do planeta.

E, o que acredito seja o mais importante do ponto de vista do Marketing, é que junto de cada cabeça   vem um coração e uma mente. Então a missão do Marketing é precisamente se haver com estes bilhões de diferentes cabeças, corações e mentes que formam o Mercado.

Daí que o primeiro pressuposto do Marketing é entender que, como diz o ditado popular, “cada cabeça uma sentença”.

E vejam que esse entendimento de que “cada cabeça é uma sentença” é da maior e mais crucial importância.  E tem implicações que extrapolam o Mercado e vão impactar a organização política dos países e nações.

É que esta expressão de que “cada cabeça uma sentença” pode ser tomada como o divisor que separa os países democráticos liberais dos países socialistas.

O que caracteriza a diferença é que, enquanto os países socialistas dispensam o Marketing e colocam o planejamento centralizado no seu lugar, os países democráticos e liberais, países que adotam o Livre Mercado, usam o Marketing para fazer o meio de campo entre a sociedade e o sistema produtivo. Em outras palavras, nos países democráticos o Marketing e suas ferramentas fazem a interface entre o consumidor e o Mercado.

Nos países socialistas a simples ideia de que uma cabeça seja diferente da outra é um anátema.

O Mercado socialista aquele que adota o planejamento centralizado exige que, em nome da pretensa igualdade, todos se nivelem por baixo  e se comportem do modo padronizado.

No Mercado Socialista Dirigido o governo define aquilo que as lojas estatais vão ter nas prateleiras.  Assim, as fábricas do governo se limitam a fazer os produtos que os burocratas aprovam.  Nada de grifes ou etiquetas, ou artigos do luxo capitalistas.  De modo que todos precisam vestir-se com a túnica de Mao-Tse-Tung, morar em edificações coletivas padrão soviético, contentar-se com um Trabant alemão oriental e, acreditem ou não, usar o cabelo à moda do Kim Jong Um.

Esta questão da uniformização das preferências foi magistralmente colocada, anos passados, quando uma marca de tintas fez uma bem-sucedida campanha publicitária perguntando o que seria do azul se todos gostassem do amarelo?

A pergunta era do tipo que fazia pensar:  de fato, já imaginaram que tragédia seria se o mundo todo fosse pintado de uma só cor?

Já na parte do mundo com LIVRE MERCADO, como sabemos, o Marketing promove a variedade, a diversidade, a inovação e a ideia de que quanto maior for a variedade de produtos que existirem no Mercado, melhor!

  • A analogia entre a evolução do Mercado e a evolução da vida.

Olhando em retrospecto a história do Mercado podemos imaginar sua evolução fazendo uma analogia com a evolução da vida.  Esta comparação pode nos ajudar a entender como o Mercado nasceu sem Marketing, mas evoluiu e hoje tem no Marketing o seu sistema nervoso e o seu cérebro, que, como sabemos, é o principal órgão do sistema nervoso.

Na evolução da vida, os primeiros seres eram simples criaturas unicelulares que viviam na chamada sopa primordial.  

Os primeiros animais unicelulares apenas reagiam a estímulos.  Não tinham nem sistema nervoso e nem cérebro, obviamente.

De forma análoga, no início do Mercado, os primeiros mercadores iam pessoalmente vender seus produtos na praça dos vilarejos.  Eles simplesmente mostravam suas mercadorias ali, faziam as vendas e as trocas que lhes convinham e voltavam para casa.

Mas, voltando para as eras primevas, os primeiros seres foram se multiplicando e começaram a disputar alimentos.  Para sobreviver tiveram que juntar forças e formar comunidades de células e, para coordenar seus organismos,  aqueles seres desenvolveram um sistema nervoso e,  depois, um cérebro que o coordenasse.

Assim, aquelas criaturas foram se tornando mais e mais complexas.  A evolução foi adicionando camadas, surgiram novas espécies e o processo de seleção natural progrediu até chegar ao Homo sapiens.

Hoje, estamos no topo da cadeia evolutiva e nosso cérebro, que corresponde a apenas 2% do peso do nosso corpo  gasta 20% de toda a energia que consumimos.

Mas, olhando em volta, é fácil perceber que nem todas as criaturas existentes na natureza evoluíram.  Amebas e fungos e muitos outros animais unicelulares continuam a existir em seus nichos ecológicos.

Da mesma forma, no concerto das nações, o socialismo marxista permaneceu no atraso e ainda vive no nicho ideológico de um Mercado pré-Marketing.  Ou seja, continua a ser uma ameba que inchou, ficou grande, mas não evoluiu.  Por isso, o seu Mercado não tem marketing e, portanto, não tem cérebro.

Concluindo, cara amiga, cara amigo, se você deseja viver em uma civilização que lhe ofereça  liberdade, progresso e abundância com qualidade de vida,  aproveite bem a liberdade que você ainda tem.  Seu apoio e seu voto democrático podem fazer a diferença entre viver em uma democracia com LIVRE MERCADO ou em um país totalitário que oprime tudo e todos para nivelar tudo por baixo.

Promova e defenda a democracia liberal, a única que tem MERCADO COM MARKETING. E não esqueça que a outra alternativa é viver atras de uma cortina de ferro, confinado ao mundo limitado das AMEBAS!